Agenda do Movimento

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17 março 2011

Leitura do Brasil e do Mundo na perspectiva da produção sustentável, empregos verdes e o capitalismo moderno

Adenevaldo Teles é membro do CJ-Goiânia.

» Por Adenevaldo Teles Junior / adenevaldo.jr@gmail.com
(Publicado originalmente na Revista Agenda 21 & Juventude).


Por mais que a temática ambiental seja divulgada, ainda que de modo sensacionalista em muitos meios de comunicação, grande parte da população ainda não se deu conta da importância de preservar o meio ambiente e desenvolvê-lo de modo sustentável. Mesmo colégios, faculdades e secretarias estaduais e municipais, que na maioria dos casos recebem informações de qualidade a respeito, além de apoio para trabalhos nesta área, não se tornaram de fato conscientes do desgaste e destrui-ção do meio ambiente. Costumam tratar o problema de modo secundário, ou seja, paralelo a outras necessidades. Mesmo que a discussão da preservação e desenvolvimento sustentável tenha surgido na década de 60, com diferentes e cada vez mais acentuadas manifestações, pouca coisa foi feita se comparado com a força da necessidade.
Um grande divisor de águas surgiu com a publicação do relatório chamado “Limites do Crescimento”, em 1972, sob o patrocínio do Clube de Roma, onde se demonstra a inviabilidade do prosseguimento do ritmo e do estilo de desenvolvimento adotado pelos países capitalistas mais ricos, em face do esgotamento revisível de recursos e fontes de energia. No mesmo ano, a ONU organiza em Estocolmo a I Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e, em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a conhecida Rio-92, com 179 países participantes. Consequentemente, preocupações com a preservação da Biodiversidade e o equilíbrio do Clima, entre outras, têm surgido.
O Brasil tem sido visto como o país do futuro pois, mesmo sendo emergente, tem obtido bons resultados de ecodesenvolvimento e de trabalhos gerados a partir da preservação do meio ambiente sem descartar a geração de lucro. Em comunidades como a de Carajás (PA), a Estância Ecológica SESC - Pantanal em Barão de Melgaço (MT), a Reserva Natural na Mata Atlântica em Linhares (ES), a Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (AC) e em outras regiões do país, a coleta de frutos e fibras para fabricação de artesanatos, produtos para a alimentação orgânica e pesquisas científicas têm dado certo: gerando empregos verdes, movimentado a economia local, além de valorizar e proteger sua biodiversidade e cultura.
Mesmo com bons resultados, ainda há muito que fazer. O país enfrenta graves níveis de desmatamento, queimadas, poluição, lucro concentrado, mineração degradante, descaso com o meio ambiente, extinção de vida animal e vegetal.
É cada vez mais comum na atualidade a tomada de uma consciência ambiental superficial. Onde empresas internacionais e nacionais, e do próprio Governo Federal, têm em grande parte “terceirizado” o trabalho de recuperação de áreas desmatadas, preservação do meio ambiente e conscientização da população, disponibilizando uma pequena parte de investimentos para ONGs e movimentos civis organizados realizarem esse trabalho. Em seguida, apenas são cobrados relatórios comprobatórios da atividade patrocinada, sem reais atitudes de interesse profundo em acompanhar o trabalho complexo de manejo sustentável, ao passo que as empresas garantem um lucro considerável.
A situação de degradação e trevas que o meio ambiente tem passado há décadas tem sido usada como slogan comercial. Empresas industriais têm cuidado de desenvolver a idéia de que estão protegendo o meio ambiente ao apoiar um projeto de reflorestamento ou preservação de uma área virgem. Construindo a imagem de que são empresas boas e responsáveis, comprometidas ambientalmente. Mas a situação demonstra que estão brincando com a gravidade do problema para adquirir mais dinheiro. Muitas vezes ignorando a importância de um trabalho sério de preservação e desenvolvimento do meio ambiente.
As maiores bolsas de valores do mundo, como a Bovespa, criaram normas para acompanhar o valor de empresas social e ambientalmente responsáveis. Essa política de valorização de empresas e consequentemente de mercados que possuam como plano de fundo a produção sustentável é um impulso para que novos projetos deste gênero surjam em maior número, sem desconsiderar a qualidade e seu principal objetivo.
A imensidão de potencialidades geradas e em via de realização devido ao trabalho sustentável com a natureza impressiona. Fábricas de cosméticos, perfumes, fitoterápicos, artesanato, tecelagem, polpas de frutas, entre outros produtos naturais, além de atividades ligadas ao desenvolvimento do ecoturismo. Produtos obtidos a partir de matérias-primas renováveis ou não-renováveis. Sempre com o objetivo de explorar os recursos da floresta de maneira viável e duradoura, contribuindo para a melhoria de vidas das comunidades locais e para a preservação do meio ambiente.
Mesmo com uma variação de preço superior, cerca de 30% da população opta por produtos saudáveis com selos verdes. O Selo Verde é um certificado que qualifica os produtos de empresas que utilizam métodos de exploração sustentáveis. Garante-se, assim, um mercado firme e bem aceito, que enobrece este tipo de produção provando mais uma vez que economia e meio ambiente podem sim andar juntas.
É um constante desafio a defesa do meio ambiente e sua conciliação com os negócios. O sistema nem sempre beneficia de forma igualitária produtores que atendem a métodos de produção sustentável e comunidades extrativistas. Outro debate importante é quanto aos empregos verdes. O termo é novo e divide muitas opiniões, já que não existe um texto que, de modo formal, regularize este tipo de trabalho. A adoção de empregos verdes é uma novidade plausível, possuindo como orientação a aplicação de métodos de comportamentos e produções sustentáveis. No entanto, os chamados empregos verdes possuem uma grande lacuna dentro de sua teoria e prática. Alguns críticos afirmam que os empregos verdes estão “limitados a executivos experientes em sustentabilidade”.
Ainda que se diga que vivemos numa Sociedade racional, nossos meios de consumo são bastante irracionais. As pessoas nem sempre compram por necessidade, e sim para atender novos padrões de consumo, novas modas e tendências fixadas por um mercado que descarta toneladas de lixo por ano. A manipulação de empresas mundiais para o consumo desenfreado tem ignorado uma verdade inconveniente. O ciclo de destruição causado por conta da produção e venda destes produtos tem intensa ligação com a situação atual do meio ambiente e da sociedade global, em que vivenciamos alterações preocupantes do clima, ausência de saúde mental e física, além de usurpação do lucro causando níveis de pobreza extremos. 
Adenevaldo Teles Junior - Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás - adenevaldo.jr@gmail.com - http://adenevaldo.blogspot.com/

Referências Bibliográficas:
MINC, Carlos. Como fazer movimento ecológico e defender a natureza e as liberdades. 3º edição, Vozes Ltda, Coleção Como Fazer, 1985. 
Revista da Companhia vale do Rio Doce. Biodiversidade. 1º edição, Horizonte Geográfico, 2005.
Colóquio empregos verdes e construções sustentáveis, texto orientador. Empregos verdes: para o trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono. GT Matriz Energética para o Desenvolvimento com Equidade e Responsabilidade Socioambiental, 2005.

11 maio 2009

ARTE E SUSTENTABILIDADE

por Natália Tolentino / Distrito Federal
(da Revista Agenda 21 & Juventude, maio de 2008).

Nos últimos anos, o tema meio ambiente passou a ser foco central. Esse tema tem interfaces com todas as áreas do conhecimento e não tem a ver apenas com as disciplinas como biologia, economia ou ecologia, mas tem a ver principalmente com a relação que mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.

Hoje muito se ouve falar em “Desenvolvimento Sustentável” e estamos um momento de grande preocupação com o planeta e sua sustentabilidade e não nos conta que a sustentabilidade está mais voltada para garantir a continuidade da nossa espécie e da vida na Terra é hoje.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro, e por esse motivo é inadiável e urgente que novos valores e comportamentos sejam incorporados para construirmos sociedades que sejam sustentáveis. A preocupação perpassa desde as grandes empresas multinacionais até a pequena padaria da esquina, incluindo pessoas comuns, jovens como eu e você. Pessoas de todas as nacionalidades têm feito apelos mundo afora, inconformadas com a inércia dos governos de muitos países em relação ao assunto.

Devemos incluir nessa lista os artistas que por anos a fio vem tentando chamar atenção para esse problema emblemático. O artista, ao produzir suas obras, está sempre impelido por alguma força que faz dele, permanentemente, um espírito irrequieto, inconformado e insatisfeito. Ele está constantemente atento e conectado a contingências do meio e a suas influencia.

A Arte por sua vez, sensibiliza o homem, mesmo que ele não a compreenda imediatamente, ela é um instrumento poderoso, que pode ser utilizado Distrito Federal para levar conhecimento e trazer soluções para diversos problemas sociais e ambientais. O teatro, por ter um contato muito próximo com o público facilita o diálogo, sendo que uma das suas funções é fazer o indivíduo refletir, pensar e mudar; por meio de suas mensagens, ele pode levar a compreensão crítica do seu papel na sociedade.

A arte cênica pode ser um divisor de águas quando nos orienta no sentido da responsabilidade que temos em relação ao desenvolvimento sustetável, podendo ser debatida de diversas formas, atingindo crianças, que são seres em desenvolvimento, e adultos, que podem mudar seus velhos hábitos. Muitas vezes, esquecemos que preservar o meio ambiente é também preservar a nossa espécie e muitas outras formas de vidas que estão entrando em extinção graças às nossas atitudes errôneas e irresponsáveis.

Nas artes plásticas, nomes de brasileiros conhecidos como Emmanuel Nassar e sua poesia da gambiarra, Frans Krajcberg (um artista cuja residência é uma árvore, sonho de muitos meninos!), com suas esculturas de árvores mortas, Eduardo Srur, com suas intervenções urbanas, como os caiaques colocados em 2006 no Rio Pinheiros em São Paulo, são apenas alguns nomes entre o de muitos artistas que se preocupam com a conservação e a preservação do planeta e do ser humano; todos demonstram esse sentimento por maio da arte.

Suas obras são um alerta para a nossa realidade. No entanto, não apenas artistas famosos fazem da preocupação com a sustentabilidade sua prioridade. Um centro de produções culturais na cidade-satélite de Taguatinga, Distrito Federal, a 21 km de Brasília, mantém uma escola de artes que se apropria do reaproveitamento de materiais recicláveis para produzir Arte. Chamado Centro Cultural Invenção Brasileira, o local ensina música, dança, literatura e a fabricação de objetos de arte com diferentes tipos de materiais. Dentro desse Centro Cultural, fica a Tempo Eco Arte, que é uma escola de ofício onde há mais de oito anos se pesquisa e se faz arte a partir da reutilização de resíduos sólidos.

A especialidade é a técnica de transformar papelão e sacos de cimento usados em objetos, móveis e peças artísticas e utilitárias. A principal idéia é sensibilizar e conscientizar os alunos e a comunidade da importância do reaproveitamento do lixo; além disso, os alunos trabalham produzindo Arte, gerando sua própria renda.

Assim como o exemplo do Tempo Eco Arte, os empreendimentos humanos sustentáveis devem ser: ecologicamente corretos, economicamente viáveis, socialmente justos e culturalmente aceitos.

Além de transformar nossa postura no dia-a-dia: economizando água, energia, separando o lixo, não jogando lixo nas ruas, andando mais de transporte público para desobstruir o trânsito, diminuir a poluição. Podemos também discutir sobre o consumo, os tipos de indústrias, os combustíveis que podem ser mais ofensivos à atmosfera, nosso modelo de desenvolvimento; participar de projetos limpos, e assim contribuir para construção de um mundo melhor e para real melhoria da qualidade de vida.

Qualidade de vida não é só o conforto que a tecnologia nos trás, é mais do que isso: qualidade de vida é saúde, é justiça social, é justiça econômica, é meio ambiente saudável, é vida. Por meio dos exemplos citados aqui, foi possível perceber a importância da arte em parceria com a sustentabilidade do planeta.

De acordo com a Doutora em Arte-Educação Ana Mae Barbosa (2003), por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade e ampliar a criatividade de maneira a transformar seu meio ambiente. A Arte visa principalmente sensibilizar o homem, fazer com que ele pense, questione, realize descobertas.

Esta reflexão é apenas o começo de uma longa caminhada que depende especialmente de nós, jovens, para defendermos o meio ambiente tanto quanto o direito à vida. A Agenda 21 está fazendo a sua parte, e nós estamos fazendo a nossa?

Conscientize-se e passe adiante esta mensagem!

26 janeiro 2009

Nova forma de planejamento envolvendo o CJ em Palmelo

Palmelo é uma cidade bem pequena, o 2º menor município de Goiás. O CJ em Palmelo já chegou a contar com, digamos dez membros, ativos durante...ah... 1 mês..rs... mas isso há muito tempo... uns dois anos já. Hoje, somos apenas dois membros ativos. Existem alguams pessoas que se intitulam CJ, às vezes, mas naum são ativos, por isso neste banco de dados por exemplo só colocamos eu e Maurício por Palmelo... pq somos o CJ, realmente. E fazemos algo de qualidade.. a quantidade já não importa tanto assim.

Mas é difícil trabalhar com tão poucos recursos HUMANOS.. é super importante, neh.

Em Palmelo, existem outras organizações, de diversas áreas de atuação. E a maioria, ou todas, sentem a mesma dificuldade. Então resolvemos, através da iniciativa de uma parceira fiel do CJ-Palmelo, Geralda Félix, uma mulher ativista, conhecedora de leis e ciente da burocracia de governo, que já fez várias coisas importantes por Palmelo... montar um grupo... uma comissão.

Comissão Geral, que reúne todas as organizações que aceitaram vestir a camisa. Para juntos trabalharmos nos apoiando.
Temos já uma proposta de Plano de Ação que envolve todas as iniciativas visíveis na cidade, inclusive a COM-VIDA.
Com sub-comissões que se responsabilizam pela atuação em DEZ diferentes áreas que são focos do novo trabalho, como: Educação, Meio Ambiente, Saúde, Espiritualidade, Esporte, Laser, Profissionalização...

Ontem, dia 25, domingo, às 20h foi a primeira reunião... e eu participei pelo CJ.

Formaremos, então, uma Instituição, que reúne 3 das secretarias de governo de Palmelo, o vice prefeito, as organizações comunitárias, dentre elas o CJ, e alguns vereadores. Um projeto está em fase de construção. Após ser concluído será enviado à Câmara de Vereadores de Palmelo para ser aprovada a comissão (com 9 membros representantes dos vários segmentos), depois de oficializada, há um planejamente para 100 dias de trabalho intensivo neste ano para avaliação e depois outros 200 de reformulação ou não.
Como instituição visa arrecadar recursos, já contando com parceiros que estão sendo envolvidos no trabalho.

Novidades em breve...

25 abril 2008

Juventude Conectada em Redes

Por Eric Maciel (CJ-MG)

Para início de conversa, o que seria uma rede, palavra presente constantemente em nossas leituras? E nada melhor que uma definição oriunda de uma rede, a Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits), define o tema como “sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições, de forma democrática e participativa, em torno de objetivos e/ou temáticas comuns”.

As redes surgiram no Brasil nos anos 60 em função de articulações dos atores políticos democráticos para combater a ditadura. Porém, a articulação em rede assumiu uma nova dimensão no final dos anos 80 e início dos anos 90 com o pioneirismo da comunicação através dos computadores. Em 1991, surgiram duas articulações importantes: a Associação Brasileira de ONGs – Abong; e a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Em 1992, foram articuladas várias redes, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD) – RIO 92, com destaque para a Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA.

Tipos de redes

As redes, de um modo geral, a partir dos seus propósitos e fator de aglutinação podem ser divididas em duas grandes categorias: temáticas e territoriais. Na primeira, o tema é a justificativa da sua criação e o foco dos integrantes (meio ambiente, educação ambiental, juventude, agenda 21, etc.) sendo, hoje, a categoria mais comum na sociedade civil. Já a segunda tem como fator de aglutinação dos atores um determinado território (Estados, Municípios, Bairros, etc.). Porém, podemos encontrar redes com as duas características. O Coletivo Jovem de Meio Ambiente de MG é um exemplo dessa situação, onde a juventude mineira debate políticas públicas de juventude para melhoria do meio ambiente.

Existe ainda a classificação das redes quanto à ação que elas se propõem: redes de trocas de informações e redes operativas. As primeiras são comuns no meio das produções científicas e assumem espaços de veiculação de notícias e intercâmbio de conhecimento através das tecnologias de comunicação. As operativas, maioria das redes da sociedade civil brasileiras, além de funcionarem para a troca de informações, desenvolvem pesquisas e estudos; acompanham e interferem na formulação e aplicação de políticas públicas; fazem campanhas públicas de sensibilização, mobilização e esclarecimento; estabelecem e conduzem processos políticos; prestam serviços; captam e distribuem recursos; atuam em defesa de direitos sociais e causas coletivas e, em certos casos, atuam na produção, regulação socioeconômica e na circulação/troca de bens e serviços, como é o caso as redes de socioeconomia solidária.

As redes solidárias merecem bastante atenção, devido ao seu foco na geração de trabalho e renda, e, principalmente, pela preocupação dos integrantes em estabelecer processos que valorizem e protejam o meio ambiente. É composta por consumidores, produtores e prestadores de serviços onde todos realizam o consumo solidário: a produção, a circulação e a comercialização dos produtos e serviços são feitas dentro da rede com a intenção de garantir trabalho e renda para todos.

Construção de redes

O processo de construção é composto por vários passos de acordo com a profundidade proposta pela a organização. O primeiro é a formação do grupo de atores através da afinidade política e de princípios. O segundo é a definição do objetivo, momento de extrema importância, pois influenciará no processo de tomada de decisões e no desenvolvimento do projeto.

A WWF - Brasil indica algumas perguntas norteadoras para o processo de constituição de uma rede, como vemos abaixo:
  1. Quais os objetivos da rede?
  2. Quais as áreas de atuação da rede?
  3. A quem interessa a rede?
  4. Quem se beneficiará com o trabalho da rede?
  5. Quem são (e porque) os potenciais integrantes da rede?
  6. O que a rede pretende fazer?
Podemos ainda encontrar em algumas redes outros passos, como a elaboração de uma Carta de Princípios, que irá orientar os processos de decisão democráticos a fim de atingir os objetivos definidos, o Termo de Adesão, com o propósito de fortalecer os vínculos de participação.

Juventude e redes

A juventude vendo a real possibilidade de se organizar em esfera nacional, e com todo o dinamismo que a eles competem, iniciou o processo de articulação de redes para trocas de idéias, informações e conhecimentos visando alcançar seus ideais.

Hoje já temos várias redes de juventude, organizadas e de fácil acesso. Entre elas podemos citar a Rede Juventude Cidadã, a Rede Nacional de Juventude (RENAJU), os Coletivos Jovens de Meio Ambiente que possuem organização em todas as instâncias territoriais, além de várias outras.

Existe uma Rede, também de juventude, que devemos ressaltar sua grande importância, a Rede de Juventude pelo Meio Ambiente (REJUMA). Criada em setembro de 2003, durante o I Encontro da Juventude pelo Meio Ambiente em Luziânia, já possui mais de 200 jovens cadastrados de todo o território nacional, “e tem como fundamental objetivo fortalecer as ações locais e nacionais dos jovens empenhados na construção de sociedades sustentáveis, através da troca de experiências e da cooperação”.

A última novidade da REJUMA é a I Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude, onde vários temas serão abordados (família, drogas, educação, meio ambiente, cultura, articipação política, diversidade e outros) e os jovens terão a possibilidade de levantarem os problemas mais relevantes de suas regiões e então apontar possíveis soluções. Estas informações serão tabuladas e encaminhadas para a I Conferência Nacional de Juventude. Nesse evento também existe a proposta de se elaborar a Agenda 21 da REJUMA. Outra excelente atuação da rede é no fortalecimento e proliferação das Agendas 21 Escolares e a formação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA).

E por falar em Agenda 21, o tema também possui as suas organizações: Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, Rede Agenda 21, Rede Estadual de Agendas 21 e muitas outras, onde o foco é a capilarização dos processos, a troca de idéias e metodologias, as experiências positivas e negativas, dentre outros.

Você já está conectado em alguma rede? Faça parte e contribua para o desenvolvimento planetário, de forma democrática!


Referências Bibliográficas:

• MANCE, Euclides André (Org.). Como organizar redes solidárias. Rio de Janeiro: DP&A,
Fase, IFiL, 2003;


• WWF - Brasil. Redes: Uma Introdução às dinâmicas de conectividade e da auto-organização.
Brasília. Edição 1, 2003;


• Site, www.rejuma.org.br, acessado em 26/02/2008 às 23:53 horas;

• Site, www.rits.org.br, acessado em 28/02/2008 às 10:05 horas.

11 abril 2008

Com-Vidas em Anápolis

No último dia 04 ded abril de 2008, mais uma etapa do Projeto Formando Com-Vidas em Goiás foi cumprida, com a realização do Seminário de Facilitação II (S-II) em Anápolis, que envolveu o Colégio Estadual Gomes de Souza Ramos e o Colégio Estadual Polivalente Frei Joao Batista.

O evento reuniu cerca de 80 pessoas, entre estudantes, professores e facilitadores do CJ Anápolis (CJA) e da Secretaria Executiva do CJ-GO, no bairro Jundiaí, no Auditório da Unidade do SESC Anápolis-GO, que também é parceiro do projeto no município de Anápolis.

No Seminário foram apresentados os objetivos e estratégias do projeto e contou com a realização de diversas atividades, dentre elas foi realizada uma palestra sobre Agenda 21 na Escola, um Momento de Sensibilização Ambiental, a Apresentação de Vídeos Ambientais e a vivência da metodologia da Oficina do Futuro, que tem como objetivo central a criação da Agenda 21 em cada uma das escolas participantes do projeto.

Ficou encaminhado a criação de um núcleo executivo com cerca de 10 estudantes de cada Colégio com a intenção de estabelecer os grupos das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida em cada escola.

Como próximos passos do projeto, o CJA auxiliará os Colégios participantes do projeto na implementação da Agenda 21 em cada escola, utilizando a Oficina do Futuro e posteriormente apoiar a realização de atividades na escola e realizando as Oficinas de Educação Ambiental, Organização Social em Rede e Fortalecimento Organizacional.

23 março 2008

Agenda 21 na Escola

(Entrevista - Uma Geração Aprende com a Outra)

Inaugurando a coluna Uma Geração Aprende com a Outra convidamos a Coordenadora do Programa Agenda 21 do Ministério do Meio Ambiente Karla Monteiro Matos para uma entrevista (via e-mail) sobre a Agenda 21 na Escola, a fim de contribuir com o trabalho/militancia que o CJ-GO está desenvolvendo no Estado.


CJ-GO: Qual a importância da construção da Agenda 21 nas escolas ?
Karla: A Agenda 21 é um processo de planejamento participativo onde governo e sociedade definem e estabelecem um plano de ação para o desenvolvimento sustentável, além de ser uma proposta de ação para a sustentabilidade do nosso planeta e a urgente necessidade de mudanças no atual padrão de produção e consumo para a construção de sociedades sustentáveis. Essa reflexão sobre o presente e o futuro tem sido feita em vários segmentos da sociedade e as escolas podem participar do processo de construção da Agenda 21 Local, do seu município ou região, a partir da construção da Agenda 21 na Escola, programa COM-VIDA que está sendo implementado pela Coordenação de Educação Ambiental – CGEA do MEC. Assim, buscando a transversalidade de ações, o Programa Agenda 21 mantém permanente diálogo com esta e outras ações do Órgão Gestor de Educação Ambiental (MMA e MEC), contribuindo para o envolvimento da comunidade escolar em espaços que venham contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades.


CJ-GO: De que forma as COM-VIDAS e as Agendas 21 nas escolas podem contribuir para implementação das ações das Agendas 21Locais?
Karla:Para se construir uma Agenda 21 na escola é necessário que um grupo de professores e alunos, interessados e envolvidos com a temática constituam uma comissão para mobilizar, sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância dessa ação. A criação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida - Com-vidas, ação do CGEA/MEC, tem como objetivo construir Agenda 21 na escola. Por serem espaços dinâmicos e permanentes de debates onde se definem as ações e as responsabilidades que a escola irá assumir para contribuir com a sustentabilidade local, a Agenda 21 na Escola se torna um importante instrumento de planejamento, pois possibilita o diálogo da escola com a comunidade e com os Fóruns de Agenda 21 Local, criando vínculos e parcerias para articular e implementar projetos que visem o desenvolvimento sustentável.