Agenda do Movimento

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06 junho 2014

Experiência compartilhada em curso para jovens dirigentes

O Curso de Formação de Jovens Dirigentes Formadores do Plano Nacional de Formação da CUT recebeu o Coletivo Jovem de Meio Ambiente na mesa "Intencionalidade das ações da Juventude e os Movimentos Sociais, o Poder Público e a Sociedade", no dia 05 de junho de 2014.

Na mesa, promovida pela Escola Centro Oeste de Formação Sindical "Apolônio de Carvalho", estiveram presentes representantes do Cajueiro, do Movimento Estudantil da Universidade Federal de Goiás, da Federação dos Trabalhores na Agricultura Familiar (Fetraf).

"A nossa fala contemplou a apresentação da nossa experiência de articulação, de onde estamos inseridos e organizados, tanto local quando nacionalmente, além de apontar a importância da Articulação da Juventude Ambientalista (AJA) e da nossa necessidade de ampliar o diálogo com outros movimentos", conta o representante do CJ-GO na mesa, Diogo Damasceno.

02 agosto 2012

II Encontro de Articulação do CJ-GO: rearticulando a juventude ambientalista

“Espiralando ao centro / Ao centro de nosso ser / Somos a teia e somos quem a tece / Somos o sonho e o sonhador“. Na sintonia dessa canção tradicional – entoada pelo Giivago Barbosa durante o II Encontro de Articulação do CJ-GO, nos dias 28 e 29 de julho – é que a juventude ambientalista goiana pauta seu objetivo atual de rearticulação do movimento.

Momento inicial de construção do Histórico
e das Experiências do CJ-GO
O evento interno, realizado no Colégio Estadual Agenor Cardoso, em Goiânia (GO), com a presença de 10 membros atuantes, representantes de 5 municípios goianos, intercalou momentos de harmonização com danças circulares, troca de experiências locais, reflexão e planejamento para ação.

Depoimentos como o da Natália Carneiro, de Catalão: “vocês me cativaram”; do Tadeu Costa, de Pirenópolis: “eu nunca me senti tão a vontade para falar minhas impressões como agora”; do Adenevaldo Teles, de Goiânia: “quando cheguei e vi sorrisos que diziam ‘que bom que você está aqui’, me senti tão bem, precisamos nos encontrar mais”… relatam, melhor que qualquer descrição, como foi o encontro.

O momento foi de imersão reconstruindo o histórico do CJ-GO por meio de experiências valiosas como as do Diogo Damasceno que traz a bagagem da formação dos CJs no Brasil, a memória infalível da Thaís Cruvinel pontuando detalhes importantes de cada processo vivido no Coletivo e a renovação representada pelo mais novo membro, Edson Benedito, de Catalão, que conheceu o CJ na ocasião.

Das experiências do primeiro CJ local goiano, Idaiana Santana, de Ceres, nos trouxe a chama viva da vontade de rearticular a juventude ambientalista e das palavras de quem coordena a comunicação do movimento, Maíra Cruvinel, retratou, sob aplausos, lindamente, o que é viver “tecendo a rede”.

Camilla Soares chegou para esquentar o debate em prol da união e do comprometimento no Coletivo. A surpresa agradabilíssima, no segundo dia, da presença da Rosemeire Matheus, da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), brindou a todos nós com a reflexão sobre a essência de uma organização social em rede: “o Elo, que é um e todos”.

E este texto, mais sincero e sentimental que jornalístico, fica menos na ânsia de escrever o que diriam tantos outros membros que não puderam estar presentes, que nas reticências do porvir que já promete o Sábado no Parque, o engajamento na formação dos membros do CJ-GO e no VI Encontro Estadual da Juventude Ambientalista de Goiás (VI EEJMA-GO).

01 março 2012

Calourada Socioambiental da UFG recebe oficina do CJ em Catalão

Oficineiros: João, Laís e Camilla.
“A juventude cerradeira como protagonista na educação ambiental” é o tema da oficina ministrada pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás (CJ-GO) na Calourada Socioambiental da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão (UFG), no dia 29 de fevereiro.

Em círculo, cerca de vinte e cinco participantes entre calouros e veteranos da UFG contribuíram com a oficina facilitada pelos membros do CJ-GO, Camilla Soares, João Damasio e Laís Karen.
Cerca de 25 participantes catalanos

“O primeiro ponto é reconhecer que nós somos a juventude cerradeira, portanto, somos protagonistas escrevendo a história do Cerrado, que também é nossa história”, explica o oficineiro João Damasio.

Durante a oficina, que teve três horas de duração, foram realizadas várias dinâmicas (de apresentação, integração e reflexão), danças circulares e atividades como a “Árvore dos sonhos” que permitiu aos participantes uma visão prévia do que querem e podem realizar em Coletivo.

Dinâmica de Redes esclareceu
os princípios do CJ-GO: horizontalidade
As atividades de integração contagiaram a todos. O estudante Paulo Henrique revelou: “Eu nunca me imaginei fazendo o que fiz hoje (dançar, cantar, abraçar, falar sobre meio ambiente), fiz tudo isso e gostei.”

Todo o debate foi permeado pela metodologia da dinâmica do repolho acompanhada por slides. Todos os estudantes presentes participaram ativamente expondo suas opiniões e relatando casos de acordo à realidade local.

Os princípios de organização social em rede e da educação ambiental tiveram destaque durante a apresentação das atividades do CJ-GO. Revistas com artigos de jovens ambientalistas foram sorteadas durante a oficina.

Todos de mãos dadas para as danças circulares
que encerraram a oficina

Pasto do Pedrinho

A estudante de Geografia, Suzana (de pé), faz o convite
para a  Caminhada em Defesa do Pasto do Pedrinho.
Um dos pontos fortes da oficina foi a mobilização para a Caminhada em Defesa do Pasto do Pedrinho de Catalão, área de preservação ambiental que corre sérios riscos de ser desmatada para a construção de um condomínio. A atividade integra a Calourada Socioambiental da UFG e ocorre no dia 02 de março.

“Encerramos a oficina com a certeza de que conseguimos plantar mais uma sementinha pelo interesse na causa ambiental a partir de uma mobilização local que é a Defesa do Pasto do Pedrinho”, afirma a oficineira Laís Karen.






Mais fotos em: http://on.fb.me/fotosCJCatalao

07 dezembro 2011

Que tal mudar o mundo?


Esta é a proposta do Seminário que ocorre nesta sexta-feira (9) em Goiânia como evento de preparação para a Rio + 20

No dia 9 de dezembro, o Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás (CJ-GO) realiza o seminário “Organização de jovens ambientalistas para mudar o mundo”. O evento ocorrerá às 14h, no Centro Cultural Cara Vídeo, avenida 83, setor sul, em Goiânia (GO).
“O objetivo é mesmo assumir a utopia de mudar o mundo para despertar a necessidade de ação por parte da juventude ambientalista dada a proximidade da Rio + 20”, explica Adenevaldo Teles, um dos organizadores do evento.
Com base na educação popular e ambiental, serão intercaladas atividades dinâmicas e debate teórico. A atividade é gratuita e o CJ-GO oferece certificado de participação. Qualquer pessoa pode participar e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail cjgoias@gmail.com.
O seminário é financiado e apoiado pela Rede de Educação Cidadã (Recid), instituição ligada ao governo federal que tem como objetivo fomentar a ação dos movimentos sociais a partir da educação popular com base nos princípios de Paulo Freire.

Rio + 20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) ocorrerá entre 20 e 22 de junho de 2012. Ambientalistas se preparam para o evento que receberá pessoas do mundo inteiro como sucessão da Eco 92, também ocorrida no Rio de Janeiro há 20 anos.
Em 1992, a conferência resultou em metas socioambientais para países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU). 20 anos depois, o objetivo da Conferência é avaliar o progresso feito, as lacunas existentes e os desafios emergentes.
O CJ-GO participa de grupos de trabalho na organização de atividades durante a Rio + 20.

26 novembro 2011

SEMINÁRIO: ORGANIZAÇÃO DE JOVENS PARA A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO



Por meio da Rede de Educação Cidadã de Goiás (RECID), o Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás realiza o SEMINÁRIO: ORGANIZAÇÃO DE JOVENS PARA A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO.,O Seminário ocorre em duas etapas, nos dia 02 e 09 de dezembro, período vespertino, no Centro Cultural Cara Vídeo, na Avenida 83, Setor Sul, Goiânia-GO.


O Seminário promove a discussão em torno da formação de novas lideranças frente às vertentes atuais do Mundo Globalizado no contexto de mobilização para a Conferência das Nações Unidas (Rio+20).


Mais do que nunca necessitamos de pessoas que estejam preparadas para liderar movimentos de mudança e reajustamento social e democrático com o fim de promover a criação de Sociedades Sustentáveis.


Ajude a transformar o mundo e seja você a fonte destas mudanças no planeta! Seja autor(a) de sua própria História.


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Faça sua inscrição pelo e-mail cjgoias@gmail.com com as seguintes informações:

Nome:
Município:
Nascimento:
E-mail:
Telefone:
Integra alguma organização?

Te esperamos por lá!

09 novembro 2011

Coletivo Jovem em Ação




Em clima de descontração e entusiasmo ocorreu a reunião do Coletivo Jovem de Meio Ambiente no ultimo sábado dia 05 de novembro de 2011. Com a presença de Adenevaldo, João Damásio, Thais Lourenço e Diogo Damasceno no propósito de organizar e fechar a Oficina de Mobilização Juvenil com a previsão de ocorrer ainda em novembro em parceria com a Rede de Educação Cidadã de Goiás.

Além da oficina foram discutidos outros assuntos como o próximo Encontro Estadual de Juventude pelo Meio Ambiente tradicionalmente realizado pelo CJ GO. Foi levantada a hipótese de Itapuranga sediar esse próximo encontro, valorizando também a possibilidade de ocorrer em Catalão.

Volta a acontecer toda quinta a reunião/encontro/troca de saberes do CJ. A próxima esta marcada para ocorrer na Área I da PUC GO no dia 10/11 às 17hrs que fica próximo a Praça Universitária. Estão convidados a estar presentes todos os interessados em conhecer o movimento, assim como companheiros que estiverem de passada pela cidade de Goiânia GO.    

09 outubro 2011

Oficina de Capacitação na CAJU


A convite de Alessandra Miranda participei durante os dias 7, 8 e 9 de outubro de 2011 na companhia de diversas pessoas do Estado de Goiás – inclusive de Iporá, minha terra natal - da ultima etapa das Oficinas de Juventude, Cidadania e Economia Solidária na Casa da Juventude (CAJU). A oficina que teve quatro etapas e tratou de diversos temas teve como foco nessa ultima etapa a Captação de Recursos junto ao Poder Público.

O projeto que já existe desde 2010 pretende se alterar drasticamente nos próximos anos e tem planejamento até 2015. Dentre os objetivos para os próximos anos estão previstos um encontro nacional, uma pesquisa para verificar os resultados alcançados e principalmente chamar a participação de outros movimentos, coletivos e ONG’s envolvidas na organização popular.


O ambiente efusivo da Casa da Juventude com toda certeza não tem semelhança com qualquer outro ambiente. Seus colaboradores, sempre muito calorosos, fazem do espaço um lugar especial e de acolhimento. Vamos ficar de olho para agregar nas próximas atividades que são gratuitas e somam conhecimentos realmente significantes.

12 julho 2011

Limpa Brasil fecha parceria com o CJ, em Goiânia (GO)

Por Eula Lôbo - publicado originalmente no portal do Limpa Brasil.

Desenvolver uma união com jovens engajados e apaixonados pela causa ambiental, esta é a percepção que a coordenação do movimento Limpa Brasil Let’s do it! em Goiânia (GO) pretende ao firmar parceria com o Coletivo Jovem de Meio Ambiente (CJ-GO), grupo criado durante a I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.
A partir de um encontro realizado no município no dia 08 de junho de 2011, a equipe Limpa Brasil formalizou a participação dos integrantes do coletivo como voluntários oficiais do projeto. A juventude ambientalista dará grande apoio nas atividades de divulgação e organização do movimento, antes e durante o dia da ação.
“O Limpa Brasil é a cara do CJ, fazemos questão de ajudar na causa e trabalharmos juntos”, revelou Thaís Cruvinel, uma das jovens militantes e participantes do movimento.
Membros do Coletivo Jovem de Meio Ambiente comemoram
parceria com o Movimento Limpa Brasil

Os Coletivos Jovens de Meio Ambiente são grupos informais que reúnem a juventude, com o objetivo de envolver-se com a questão ambiental e desenvolver atividades relacionadas à melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida. Atualmente, o Estado de Goiás conta com vinte e dois CJ’s.

17 março 2011

Leitura do Brasil e do Mundo na perspectiva da produção sustentável, empregos verdes e o capitalismo moderno

Adenevaldo Teles é membro do CJ-Goiânia.

» Por Adenevaldo Teles Junior / adenevaldo.jr@gmail.com
(Publicado originalmente na Revista Agenda 21 & Juventude).


Por mais que a temática ambiental seja divulgada, ainda que de modo sensacionalista em muitos meios de comunicação, grande parte da população ainda não se deu conta da importância de preservar o meio ambiente e desenvolvê-lo de modo sustentável. Mesmo colégios, faculdades e secretarias estaduais e municipais, que na maioria dos casos recebem informações de qualidade a respeito, além de apoio para trabalhos nesta área, não se tornaram de fato conscientes do desgaste e destrui-ção do meio ambiente. Costumam tratar o problema de modo secundário, ou seja, paralelo a outras necessidades. Mesmo que a discussão da preservação e desenvolvimento sustentável tenha surgido na década de 60, com diferentes e cada vez mais acentuadas manifestações, pouca coisa foi feita se comparado com a força da necessidade.
Um grande divisor de águas surgiu com a publicação do relatório chamado “Limites do Crescimento”, em 1972, sob o patrocínio do Clube de Roma, onde se demonstra a inviabilidade do prosseguimento do ritmo e do estilo de desenvolvimento adotado pelos países capitalistas mais ricos, em face do esgotamento revisível de recursos e fontes de energia. No mesmo ano, a ONU organiza em Estocolmo a I Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e, em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a conhecida Rio-92, com 179 países participantes. Consequentemente, preocupações com a preservação da Biodiversidade e o equilíbrio do Clima, entre outras, têm surgido.
O Brasil tem sido visto como o país do futuro pois, mesmo sendo emergente, tem obtido bons resultados de ecodesenvolvimento e de trabalhos gerados a partir da preservação do meio ambiente sem descartar a geração de lucro. Em comunidades como a de Carajás (PA), a Estância Ecológica SESC - Pantanal em Barão de Melgaço (MT), a Reserva Natural na Mata Atlântica em Linhares (ES), a Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (AC) e em outras regiões do país, a coleta de frutos e fibras para fabricação de artesanatos, produtos para a alimentação orgânica e pesquisas científicas têm dado certo: gerando empregos verdes, movimentado a economia local, além de valorizar e proteger sua biodiversidade e cultura.
Mesmo com bons resultados, ainda há muito que fazer. O país enfrenta graves níveis de desmatamento, queimadas, poluição, lucro concentrado, mineração degradante, descaso com o meio ambiente, extinção de vida animal e vegetal.
É cada vez mais comum na atualidade a tomada de uma consciência ambiental superficial. Onde empresas internacionais e nacionais, e do próprio Governo Federal, têm em grande parte “terceirizado” o trabalho de recuperação de áreas desmatadas, preservação do meio ambiente e conscientização da população, disponibilizando uma pequena parte de investimentos para ONGs e movimentos civis organizados realizarem esse trabalho. Em seguida, apenas são cobrados relatórios comprobatórios da atividade patrocinada, sem reais atitudes de interesse profundo em acompanhar o trabalho complexo de manejo sustentável, ao passo que as empresas garantem um lucro considerável.
A situação de degradação e trevas que o meio ambiente tem passado há décadas tem sido usada como slogan comercial. Empresas industriais têm cuidado de desenvolver a idéia de que estão protegendo o meio ambiente ao apoiar um projeto de reflorestamento ou preservação de uma área virgem. Construindo a imagem de que são empresas boas e responsáveis, comprometidas ambientalmente. Mas a situação demonstra que estão brincando com a gravidade do problema para adquirir mais dinheiro. Muitas vezes ignorando a importância de um trabalho sério de preservação e desenvolvimento do meio ambiente.
As maiores bolsas de valores do mundo, como a Bovespa, criaram normas para acompanhar o valor de empresas social e ambientalmente responsáveis. Essa política de valorização de empresas e consequentemente de mercados que possuam como plano de fundo a produção sustentável é um impulso para que novos projetos deste gênero surjam em maior número, sem desconsiderar a qualidade e seu principal objetivo.
A imensidão de potencialidades geradas e em via de realização devido ao trabalho sustentável com a natureza impressiona. Fábricas de cosméticos, perfumes, fitoterápicos, artesanato, tecelagem, polpas de frutas, entre outros produtos naturais, além de atividades ligadas ao desenvolvimento do ecoturismo. Produtos obtidos a partir de matérias-primas renováveis ou não-renováveis. Sempre com o objetivo de explorar os recursos da floresta de maneira viável e duradoura, contribuindo para a melhoria de vidas das comunidades locais e para a preservação do meio ambiente.
Mesmo com uma variação de preço superior, cerca de 30% da população opta por produtos saudáveis com selos verdes. O Selo Verde é um certificado que qualifica os produtos de empresas que utilizam métodos de exploração sustentáveis. Garante-se, assim, um mercado firme e bem aceito, que enobrece este tipo de produção provando mais uma vez que economia e meio ambiente podem sim andar juntas.
É um constante desafio a defesa do meio ambiente e sua conciliação com os negócios. O sistema nem sempre beneficia de forma igualitária produtores que atendem a métodos de produção sustentável e comunidades extrativistas. Outro debate importante é quanto aos empregos verdes. O termo é novo e divide muitas opiniões, já que não existe um texto que, de modo formal, regularize este tipo de trabalho. A adoção de empregos verdes é uma novidade plausível, possuindo como orientação a aplicação de métodos de comportamentos e produções sustentáveis. No entanto, os chamados empregos verdes possuem uma grande lacuna dentro de sua teoria e prática. Alguns críticos afirmam que os empregos verdes estão “limitados a executivos experientes em sustentabilidade”.
Ainda que se diga que vivemos numa Sociedade racional, nossos meios de consumo são bastante irracionais. As pessoas nem sempre compram por necessidade, e sim para atender novos padrões de consumo, novas modas e tendências fixadas por um mercado que descarta toneladas de lixo por ano. A manipulação de empresas mundiais para o consumo desenfreado tem ignorado uma verdade inconveniente. O ciclo de destruição causado por conta da produção e venda destes produtos tem intensa ligação com a situação atual do meio ambiente e da sociedade global, em que vivenciamos alterações preocupantes do clima, ausência de saúde mental e física, além de usurpação do lucro causando níveis de pobreza extremos. 
Adenevaldo Teles Junior - Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás - adenevaldo.jr@gmail.com - http://adenevaldo.blogspot.com/

Referências Bibliográficas:
MINC, Carlos. Como fazer movimento ecológico e defender a natureza e as liberdades. 3º edição, Vozes Ltda, Coleção Como Fazer, 1985. 
Revista da Companhia vale do Rio Doce. Biodiversidade. 1º edição, Horizonte Geográfico, 2005.
Colóquio empregos verdes e construções sustentáveis, texto orientador. Empregos verdes: para o trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono. GT Matriz Energética para o Desenvolvimento com Equidade e Responsabilidade Socioambiental, 2005.

09 maio 2008

Sensibilização Juvenil

Por João Damásio da Silva Neto (CJ-GO)*

Num contexto socioambiental, enquadrar a juventude como atuante é uma tarefa difícil, mas não é e nunca será impossível. Toda essa dificuldade se dá pela variação do comportamento do jovem ante o fato exposto e principalmente como foi exposto.

Não existem “receitas prontas” e mesmo que existissem, os “cozinheiros” seriam diferentes, ou seja, não existe um meio infalível para criar elos entre a sensibilização sobre questões ambientais (EA – Educação Ambiental) e jovens. E mesmo que houvesse esse meio, continuaria variando, de acordo a quem em geral “sensibiliza” (palestrante, oficineiro, facilitador etc.), pois somos todos diferentes e, portanto, temos meios diferentes de agir.

É obvio que essas ligações (EA e juventude) devem ser feitas. Então, como fazer isso, considerando que não existe um meio padrão?

Como somos todos diferentes, pensamos e agimos distintamente. E a variação do pensar ocorre tanto no jovem sensibilizado, quanto no expositor do fato. Com essa afirmação já se conclui a necessidade do dinamismo em quem se propõe a sensibilizar outros, para que possa acompanhar as variações de pensamento presentes, principalmente, em jovens.

Para obter esse dinamismo, não se dispensa conhecimento, mas o que se faz necessário é a espontaneidade e a garra (força de vontade), que ‘coincidentemente’ estão presentes nos jovens. Portanto, é importante a participação efetiva de jovens na instrução de outros jovens. Quando poderemos afirmar: “Está sendo falada a mesma linguagem!” E é claro que é facilitadora a idéia de conversar de brasileiro a brasileiro, que brasileiro com europeu.

Mas ainda assim, a questão não está resolvida, pois caso estivesse – estaríamos traçando um caminho único, qualificando a fórmula infalível: “Jovem² + conversa + pitada de sorte”. Portanto, sabemos que não é possível chegar a um exemplo a ser seguido.

Tudo depende de questões como: Quando? Onde? Porque? Como? Será? ou seja, varia de acordo a personalidade distinta de todos jovens, em que momento da vida foi retratado perante o jovem, como isso foi feito e por qual motivo.

Além de tudo, nada, principalmente que se refira a juventude, pode ser tão generalizado ao se analisar um determinado assunto. Pois, será que todos os jovens falam a mesma linguagem?

Há os singelos, humildes, góticos, ambiciosos, malandros, espertos, desinteressados, positivos, negativos ou neutros, sérios, tímidos, inteligentes, deficientes, imorais, amigáveis, compulsivos, nervosos e outras infinitas qualidades que podem ser atribuídas a jovens. Então, nem sempre a dinâmica de descontração é amigável, talvez um dinamismo lógico (para se raciocinar) não seja acompanhado por todos. Alguns gostam de palestras, outros dormem nessas ocasiões; Alguns adoram brincar e rolar, outros resmungam pelos cantos o desprezo por essas atividades; Enquanto muitos adoram aparecer, outros se escondem de tudo e de todos; Alguns namoram demais, outros ainda não pensam nisto (raro) e outros já amadureceram essa idéia.

Enfim, é impossível (pelo menos por enquanto) sensibilizar alguém. Pois cada a sensibilização é um processo individual. E ninguém tem o poder de conceder a consciência do correto a outro alguém. Até mesmo porque nem sempre o que pensa estar correto, está.

Caminhos podem ser mostrados, dicas podem ser esplanadas, mas a reforma íntima é mesmo bastante íntima!

*Integrante do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás, articulador do CJ Palmelo e CJ Urutaí.

03 maio 2008

Encontro de Juventude pelo Meio Ambiente na Região da Estrada de Ferro

Silvânia é palco da realização de mais um Encontro Regional do Coletivo Jovem de Meio Ambiente no estado de Goiás. Estão participando do evento cerca de 80 jovens da Região da Estrada de Ferro, além de convidados especiais do CJ Anápolis, CJ Palmelo, CJ Cidade de Goiás e facilitadores da capital, representando a Secretaria Executiva do CJ-GO.

O Encontro que está sendo realizado no Aprendizado Marista Pe. Lancísio teve início ontem (02/05) com um breve momento de abertura. Guilherme Soares, coordenador do CJ Silvânia abriu o evento e apresentou a equipe de organização, logo em seguida foram apresentados os convidados. Pela Secretaria Executiva do CJ-GO o jovem João Damásio deu as boas vindas em nome do movimento. Na seqüência, conduzido pela Maura Braga foi realizado o Acordo de Convivência entre os participantes para o bom andamento das atividades programadas para o evento.

A manhã de hoje teve início com a Palestra “Juventude e Meio Ambiente”, ministrada pelo Jorge Augusto e Cristiano Cunha, representando os CJs da Cidade de Goiás e de Anápolis respectivamente.

Ainda hoje estão programadas as falas sobre Consumo Sustentável, com Diogo Damasceno e Mayra Stefany, sobre a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente com Patrícia Godinho e Gadiego Cieser. O Encontro segue até domingo com momentos culturais e de lazer.

25 abril 2008

Juventude Conectada em Redes

Por Eric Maciel (CJ-MG)

Para início de conversa, o que seria uma rede, palavra presente constantemente em nossas leituras? E nada melhor que uma definição oriunda de uma rede, a Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits), define o tema como “sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições, de forma democrática e participativa, em torno de objetivos e/ou temáticas comuns”.

As redes surgiram no Brasil nos anos 60 em função de articulações dos atores políticos democráticos para combater a ditadura. Porém, a articulação em rede assumiu uma nova dimensão no final dos anos 80 e início dos anos 90 com o pioneirismo da comunicação através dos computadores. Em 1991, surgiram duas articulações importantes: a Associação Brasileira de ONGs – Abong; e a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Em 1992, foram articuladas várias redes, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD) – RIO 92, com destaque para a Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA.

Tipos de redes

As redes, de um modo geral, a partir dos seus propósitos e fator de aglutinação podem ser divididas em duas grandes categorias: temáticas e territoriais. Na primeira, o tema é a justificativa da sua criação e o foco dos integrantes (meio ambiente, educação ambiental, juventude, agenda 21, etc.) sendo, hoje, a categoria mais comum na sociedade civil. Já a segunda tem como fator de aglutinação dos atores um determinado território (Estados, Municípios, Bairros, etc.). Porém, podemos encontrar redes com as duas características. O Coletivo Jovem de Meio Ambiente de MG é um exemplo dessa situação, onde a juventude mineira debate políticas públicas de juventude para melhoria do meio ambiente.

Existe ainda a classificação das redes quanto à ação que elas se propõem: redes de trocas de informações e redes operativas. As primeiras são comuns no meio das produções científicas e assumem espaços de veiculação de notícias e intercâmbio de conhecimento através das tecnologias de comunicação. As operativas, maioria das redes da sociedade civil brasileiras, além de funcionarem para a troca de informações, desenvolvem pesquisas e estudos; acompanham e interferem na formulação e aplicação de políticas públicas; fazem campanhas públicas de sensibilização, mobilização e esclarecimento; estabelecem e conduzem processos políticos; prestam serviços; captam e distribuem recursos; atuam em defesa de direitos sociais e causas coletivas e, em certos casos, atuam na produção, regulação socioeconômica e na circulação/troca de bens e serviços, como é o caso as redes de socioeconomia solidária.

As redes solidárias merecem bastante atenção, devido ao seu foco na geração de trabalho e renda, e, principalmente, pela preocupação dos integrantes em estabelecer processos que valorizem e protejam o meio ambiente. É composta por consumidores, produtores e prestadores de serviços onde todos realizam o consumo solidário: a produção, a circulação e a comercialização dos produtos e serviços são feitas dentro da rede com a intenção de garantir trabalho e renda para todos.

Construção de redes

O processo de construção é composto por vários passos de acordo com a profundidade proposta pela a organização. O primeiro é a formação do grupo de atores através da afinidade política e de princípios. O segundo é a definição do objetivo, momento de extrema importância, pois influenciará no processo de tomada de decisões e no desenvolvimento do projeto.

A WWF - Brasil indica algumas perguntas norteadoras para o processo de constituição de uma rede, como vemos abaixo:
  1. Quais os objetivos da rede?
  2. Quais as áreas de atuação da rede?
  3. A quem interessa a rede?
  4. Quem se beneficiará com o trabalho da rede?
  5. Quem são (e porque) os potenciais integrantes da rede?
  6. O que a rede pretende fazer?
Podemos ainda encontrar em algumas redes outros passos, como a elaboração de uma Carta de Princípios, que irá orientar os processos de decisão democráticos a fim de atingir os objetivos definidos, o Termo de Adesão, com o propósito de fortalecer os vínculos de participação.

Juventude e redes

A juventude vendo a real possibilidade de se organizar em esfera nacional, e com todo o dinamismo que a eles competem, iniciou o processo de articulação de redes para trocas de idéias, informações e conhecimentos visando alcançar seus ideais.

Hoje já temos várias redes de juventude, organizadas e de fácil acesso. Entre elas podemos citar a Rede Juventude Cidadã, a Rede Nacional de Juventude (RENAJU), os Coletivos Jovens de Meio Ambiente que possuem organização em todas as instâncias territoriais, além de várias outras.

Existe uma Rede, também de juventude, que devemos ressaltar sua grande importância, a Rede de Juventude pelo Meio Ambiente (REJUMA). Criada em setembro de 2003, durante o I Encontro da Juventude pelo Meio Ambiente em Luziânia, já possui mais de 200 jovens cadastrados de todo o território nacional, “e tem como fundamental objetivo fortalecer as ações locais e nacionais dos jovens empenhados na construção de sociedades sustentáveis, através da troca de experiências e da cooperação”.

A última novidade da REJUMA é a I Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude, onde vários temas serão abordados (família, drogas, educação, meio ambiente, cultura, articipação política, diversidade e outros) e os jovens terão a possibilidade de levantarem os problemas mais relevantes de suas regiões e então apontar possíveis soluções. Estas informações serão tabuladas e encaminhadas para a I Conferência Nacional de Juventude. Nesse evento também existe a proposta de se elaborar a Agenda 21 da REJUMA. Outra excelente atuação da rede é no fortalecimento e proliferação das Agendas 21 Escolares e a formação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA).

E por falar em Agenda 21, o tema também possui as suas organizações: Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, Rede Agenda 21, Rede Estadual de Agendas 21 e muitas outras, onde o foco é a capilarização dos processos, a troca de idéias e metodologias, as experiências positivas e negativas, dentre outros.

Você já está conectado em alguma rede? Faça parte e contribua para o desenvolvimento planetário, de forma democrática!


Referências Bibliográficas:

• MANCE, Euclides André (Org.). Como organizar redes solidárias. Rio de Janeiro: DP&A,
Fase, IFiL, 2003;


• WWF - Brasil. Redes: Uma Introdução às dinâmicas de conectividade e da auto-organização.
Brasília. Edição 1, 2003;


• Site, www.rejuma.org.br, acessado em 26/02/2008 às 23:53 horas;

• Site, www.rits.org.br, acessado em 28/02/2008 às 10:05 horas.

24 abril 2008

ENQUETE EM PALMELO

Durante o Seminário de Formação de COM-VIDAs em Palmelo, dois alunos do Colégio Estadual Eurípedes Barsanulfo realizaram uma enquete (que foi publicada num informativo) envolvendo toda a comunidade escolar na cidade.
Era a seguinte:

Você acredita na relação Jovem e Meio Ambiente?

A] Sim, os jovens que tem que tomar a iniciativa.

B] Sim, mas junto com os adultos.

C] Não, devem só brincar e estudar.

D] Prefiro não opinar.

Resultados:
A] 19%
B] 54%
C] 23 %
D] 4%

Portanto, concluímos que a grande maioria concorda que jovens atuem na área ambiental, mas sempre acompanhados por adultos. Outros, com 23%, dizem que jovem e/ou criança deve só brincar por enquanto. Poucos não optaram.

Os créditos da enquete são atribuídos aos alunos Gustava Henrique Bessa e Juliana Carolina Mendonça.

Inté CJs!!!!

15 abril 2008

Considerações pessoais sobre o Coletivo Jovem

Por Gadiego Cieser

É muito bonito perceber a elasticidade do movimento a medida em que nós vemos pelos corredores, na rua, por telefone ou mesmo e-mails. De chegar em alguma cidade e ver a logomarca do Cj, de participar dos encontros e depois a juventude ficar de olhos brilhantes e encantados com tudo o que a gente tem feito...Os encontros formais ou informais, as brigas necessárias (ou discussões acaloradas, como preferir), as viagens, a ansiedade da chegada e a saudade da partida nas cidades do interior , a compreesão e a paciência de pessoas significativas, me ensinando que nas questões de Meio Ambiente, a gente aprende também a ambientar e reciclar o CORAÇÃO, abrindo a alma para novas possibilidades. Isso é evoluir como pessoa! Tudo isso eu encontro no Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás.

09 abril 2008

Juventude & Meio Ambiente

Os jovens participam ativamente dos movimentos ambientais há bastante tempo, em mobilizações de denúncia, atividades sociais, eventos e na própria organização civil das ações.
Por Efraim Neto*

Estamos vivenciando um período muito interessante de nossa história na odisséia terrestre. É um momento que exige a reformulação de nosso comportamento perante a natureza e perante a própria civilização humana.

Segundo o filosofo Guattari, vivenciamos a crise de três ecologias: uma social, uma ambiental e outra tecnológica. Para o pensador, nos encontramos em um paradoxo lancinante: de um lado, o desenvolvimento contínuo de novos meios técnico-científicos potencialmente capazes de resolver as problemáticas ecológicas dominantes e determinar o reequilíbrio das atividades socialmente úteis sobre a superfície do planeta e, de outro lado, a incapacidade das forças sociais organizadas e das forças subjetivas constituídas de se apropriar desses meios para torná-los operativos.
Do ponto de vista socioambiental, para fazer alusões, é importante destacar que a cada ano que passa, o consumo da humanidade supera mais rapidamente a capacidade de regeneração do planeta, como aponta o estudo de Pegada Ecológica da ONG Footpoint Network, que tem o Brasileiro Fábio Feldman e o pesquisador William Ress, da universidade canadense de British Columbia. Em 2007, no dia 6 de outubro, faltando quase três meses para o Réveillon, a humanidade já havia consumido todos os recursos naturais que o planeta suportaria repor naquele ano.

Para que todo essa crise seja solucionada, é necessário que a sociedade dos cinco continentes mudem o padrão de exploração dos recursos e passem a utilizar apenas o que a natureza é capaz de produzir e repor; essa é única maneira de saldar a dívida e solucionar o problema que se agrava a cada dia.

Caso este consumo continue em 2050 precisaremos de dois planetas Terra para promover os recursos que requeremos. O Brasil hoje possui uma pegada ecológica média de 2,1 hectares por habitante por ano, número superior à média mundial sugerida para que atingíssemos um padrão de consumo sustentável hoje, que seria de 1,8 (hectares/hab/ano), mas bastante próxima da mídia mundial per capta de 2,2. Descubra sua Pegada Ecológica.

Jovens Ativistas
Em meio a todo esse processo de reformulação de comportamento sobre a crise socioambiental mundial, re-emerge o papel dos jovens articuladores. O jovem participa ativamente dos movimentos ambientais há bastante tempo. Sua participação é destacada, principalmente, por movimentos de denúncia, atividades sociais, eventos e a própria organização civil das ações. A juventude se insere, portanto, num cenário de maior complexidade, cuja problemática necessita de analises integradas – uma visão holística do seu comportamento e do comportamento da humanidade. Para Regina Novaes, na sociedade moderna, embora haja variação dos limites de idade, a juventude é compreendida com um tempo de construção de identidades e de definição de projeto de futuro. A juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências. Os projetos do futuro que são construídas pelos jovens se encaixam perfeitamente no que chamamos de Desenvolvimento Sustentável, e o caminho que muitos jovens traçaram para alcançar os seus sonhos é a Educação Ambiental, que se tornou meio de expressão e manifestação do desejo de atuar e participar. Vivenciar, desenvolver e compartilhar processos transformadores de educação ambiental mantém a chama acesa e possibilitam reflexões e mudanças.
Partindo do princípio, apresentado por Reigota, de que a educação ambiental é uma proposta profunda a educação como a conhecemos, não sendo necessariamente uma prática pedagógica voltada para a transmissão de conhecimentos sobre ecologia.

Compreendemos que a educação ambiental visa não só a utilização racional dos recursos naturais, como uma reformulação de nosso comportamento, inclusive conscientizando a humanidade do seu perante o périplo humano sobre a Terra. Para o Instituto de Estudos da Religião (ISER, 2006), os principais problemas ambientais do bairro, na opinião dos jovens de 16 a 24 anos, são o clima cada vez mais quente (55%), o aumento de doenças respiratórias (35%) e o crescimento da poluição do ar (43%). E os principais problemas ambientais do Brasil, para esses mesmo jovens, são o desmatamento e a queimada de florestas (69%), a poluição dos rios, lagos, mar e praias (43%) e a poluição do ar (33%).

A juventude é o espelho retrovisor de nossa sociedade. A cada tempo e lugar, fatores históricos, estruturais e conjunturais determinam as vulnerabilidades e as potencialidades da juventude. Os jovens do século XXI, que vivem em um mundo que conjuga um acelerado processo de globalização e múltiplas desigualdades sociais, compartilham uma experiência geracional historicamente inédita, e boa parte da mudança socioambiental, que irá garantir a vida das gerações futuras, dependem de atitudes da juventude.

Frutos já são colhidos pelo Brasil afora: Coletivos Jovens de Meio Ambiente em todos os estados do Brasil, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente (Rejuma) e o Grupo de Trabalho de Juventude no âmbito do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS).

Educação Ambiental
Alguns instrumentos legais são relevantes para a área e merecem ser destacados: Lei 6.981/81 institui o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), mas não mencionam o segmento da juventude como sendo um dos 58 componentes desse sistema. A Constituição Federal de 1988 (artigo 225) estabelece que todos possuem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Já a Lei 9.795/99 - Política Nacional de Educação Ambiental - estabelece que ela não deva ser uma disciplina no ensino básico, devendo ser trabalhada de forma transversal. Define também que a educação ambiental não se restringe ao ensino formal, masque deve ser implementada na sociedade como um todo, por meio do poder público, de instituições educativas, meios de comunicação, empresas e organizações da sociedade.

Mesmo tendo respaldo jurídico para muitas de suas atitudes perante o meio ambiente, a juventude ainda encontra muita dificuldade para as suas atividades. A área é caracterizada pela inexistência de políticas especificas para a juventude. Uma das grandes dificuldades apresentadas é a falta de circulação de informações sobre o tema e sobre oportunidades, formulação e a implementação de programas de ações na área. Identifica-se, por falta de mecanismos legais, a inexistência de instâncias e espaços para a participação da juventude no Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA. As ações ficam restritas a participação de organizações que contam com a participação de jovens e instituições da área ambiental.
Seriam necessárias políticas federais para regulamentar a participação da juventude. Merecem destaque as ações voltadas à participação política da juventude em processos consultivos e deliberativos do meio ambiente, como na Conferência Nacional de Meio Ambiente e a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.

Neste sentido, a Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude é um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade sobre os desafios do segmento juvenil e quais alternativas devem ser tomadas pelos governos para respondê-los. Realizada de dois em dois anos, ela é um processo no qual os jovens e interessados na temática de todo o Brasil se reúnem para discutir a situação das pessoas que compõem esta faixa etária e apontar quais são as prioridades de ações e programas a serem desenvolvidos pelo poder público. A conferência poderá ser uma ótima oportunidade para pontuarmos todas essas questões. Quem sabe dessa vez, a juventude e o meio ambiente ganhem um regras que viabilizem e destaquem as ações dos jovens.

A partir das organizações regionais para a conferência já foi possível observar a promoção de programas para juventude em diversos municípios do país. Alguns criaram assessorias, coordenações e, até mesmo, secretária de juventude. Espero que essas ações realmente possam render resultados importantes para a manutenção de uma boa política pública para a juventude.

*Efraim Neto é estudante de jornalismo na Bahia, editor do EcoBlog e delegado do Brasil por indicação do Peace Child no IV Congresso Mundial de Jovens, que acontece entre 10 e 21 de agosto, em Quebec, no Canadá.

31 março 2008

Sonhos, desafios e perspectivas da Juventude pelo Meio Ambiente

Por Carol Campos, membro ong 4 Cantos do mundo

O movimento ambientalista no Brasil sempre teve a participação da juventude. As lideranças adultas de hoje tiveram um olhar especial para as questões ambientais ainda quando jovens. Grande parte das entidades ambientalistas tem nos jovens sua força mobilizadora e questionadora. Responder quando nasceu o movimento da juventude pelo meio ambiente é uma tarefa complicada. O fato é que se configura no país o início de um processo de articulação e organização dos jovens que buscam trabalhar e influenciar as políticas públicas de meio ambiente.

A realidade complexa, a crise socioambiental e a história política do país trazem medos, inseguranças e despertam vaidades que resultam em várias perguntas: O que fazer com esse rolo compressor de problemas sociais, ambientais, degradação, destruição, desrespeito, injustiças e desigualdades? Onde se quer chegar com isso? É possível chegar em algum lugar? A juventude enfrenta uma série de desafios provocadores de inquietações, sonhos, questionamentos e reflexões.

Mesmo com as incertezas e dificuldades, mesmo em momento de formação, de profissionalização e de construção de si, muitos jovens aceitaram esse desafio e adotaram a postura de enfrentamento. Querem trabalhar e discutir essas questões para a busca de formas mais humanas e naturais de viver e conviver. Para isso, visualizaram a necessidade de se apegar e trabalhar interiormente e externamente os princípios e os valores essenciais para a transformação: solidariedade, amizade, paz, respeito, responsabilidade, cooperação, partilha de saberes e vivências...

Surge a vontade de participar da construção, de colocar a “mão na massa” e ser um importante agente de transformação do atual modelo de organização da sociedade. A participação ativa dos jovens em entidades ambientalistas criou alianças e perspectivas repletas de potenciais e demandas.

Neste contexto, é importante destacar as iniciativas do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (Ministérios da Educação e Meio Ambiente), que propõe que o trabalho seja feito com e pelos jovens. O Programa Juventude e Meio Ambiente, os processos de Conferências Infanto-Juvenis pelo Meio Ambiente e o Programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas possibilitaram o encontro dos jovens mobilizados ou interessados pela causa.
Frutos já são colhidos pelo país afora: Coletivos Jovens de Meio Ambiente em todos os estados do Brasil, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente (Rejuma) e o Grupo de Trabalho de Juventude no âmbito do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS) .

O ato de conhecer, descobrir, fazer amizades e parcerias por todos os cantos do Brasil se constituiu como uma importante ferramenta para o nascimento de novos sonhos, de esperanças compartilhadas, de avanços pessoais e coletivos. E o mais interessante é que a cada passo percebe-se que a caminhada ainda é muito longa, que ainda há muito que descobrir e evoluir. Esse processo é ao mesmo tempo orgânico e impulsionado pelas visões e contradições dos jovens que amadurecem cotidianamente.

Buscar a emancipação individual e coletiva através da aceitação da diversidade é um importante momento que a juventude pelo meio ambiente vive. Perspectivas ideológicas, políticas partidárias ou não, o que importa é que todos são diferentes, que é possível optar pelos mais diversos caminhos e mesmo assim encontrar proximidade, unidade. Afinal de contas o destino é o mesmo: a transformação socioambiental, a construção de sociedades sustentáveis.
O caminho comum que os jovens estão traçando com firmeza é a Educação Ambiental, como meio de se expressão e manifestação do desejo de atuar e participar. Vivenciar, desenvolver e compartilhar processos transformadores de educação ambiental mantém a chama acesa e possibilitam reflexões e mudanças. Com elas, é possível comemorar os avanços para mais e mais descobertas e para a continuidade do enfrentamento proposto, da postura crítica diante da realidade complexa.

Visualiza-se um próximo passo. Existe a necessidade de organizar as agendas, de criar agendas comuns. Afinal de contas o desafio exige que se tenha clareza e consciência do que quer. Mobilizar e despertar a juventude e movimento juvenil para a visão do ambiente que nos cerca não é uma tarefa fácil. E não apenas despertar a juventude, mais que isso, despertar a sociedade para a necessidade do cuidado com a diversidade da vida.

O despertar para a importância de posicionamentos políticos, argumentações técnicas, embasamento conceitual, domínio do que quer ou não e sabedoria para justificar com segurança a decisão. Vocês são contra ou a favor da transposição do São Franscisco, dos transgênicos, da BR163, do agronegócio, das monoculturas no lugar da Amazônia e do que resta de Mata Atlântica? Por que? Quais os argumentos? ....Construção de capacidades, dedicação, estudos, interesses pessoais e profissionais, esforço coletivo, força comum para o alcance dos sonhos. Uma perspectiva.....

É importante perceber a responsabilidade assumida: renovar o movimento ambientalista e manter essa luta sempre viva. O compromisso de dar continuidade, de avançar, aprender com as experiências atuais para criação de novas estratégias. Para isso, a juventude pelo meio ambiente valoriza a arte, a criatividade, a necessidade do debate, do conflito e dos questionamentos. Vale ressaltar que esse compromisso é compartilhado com todo o movimento ambientalista, pois ele precisa valorizar o potencial e os trabalhos dos jovens hoje, para possibilitar significativos saltos adiante.

Como diz Diogo Damasceno, do Coletivo Jovem de Goiás, em mensagem pela Rejuma: “É, estamos no caminho certo! E isto tem me animado, deixado com vontade de contribuir mais e mais nos caminhos deste sonho. Acredito muito nisto, acredito em nós! Espero que esta discussão sirva para unificar mais esta nossa bandeira pelo movimento de juventude pelo meio ambiente no Brasil”.

Sim. Avanços e potenciais enchem de esperança, mas não apagam os desafios, dúvidas e incertezas. Muitas perguntas permeiam as mentes e os corações.... as respostas? Só vivendo.....

28 março 2008

Conferência Municipal de Juventude de Goiânia

Acontece hoje (28/03) a etapa da Conferência Municipal de Juventude, a partir das 13 horas, estendendo-se até o início da noite, na sede da CUT/GO (Rua 70, Quadra 127, Lote 71, nº. 661 – Centro). Acontecerão vários debates com temas relacionados à realidade da juventude e, como resultado dessas discussões, será elaborado um documento para apresentação na 1ª Conferência de Políticas Públicas de Juventude.

O propósito das Conferências de Juventude é oportunizar a participação da sociedade civil, especialmente dos jovens, no processo de afirmação, promoção e consolidação das políticas públicas de juventude, constituindo-se em espaços de incentivo aos valores democráticos e de diálogo entre a sociedade civil organizada e os governos federal, estadual e municipal.

Por julgar importante uma atuação unificada em torno de diretrizes estaduais e nacionais para as Políticas Públicas de Juventude, buscando o favorecimento da qualidade das ações e a potencialização dos resultados. O principal objetivo é a valorização das representações jovens presentes nos variados segmentos da sociedade civil no município, bem como, num contexto mais amplo, as entidades representativas estaduais e nacionais.

Da programação:

13h – Palestra: Juventude, Levante sua bandeira.
15h – Eixos de debates
17h30 – Abertura da plenária

Eixos propostos:

1° Grupo: Família, Sexualidade, Direitos, Diversidade, Violência, Drogas.
2° Grupo: Educação, Cultura, Mídia, Comunicação e a imagem do jovem.
3° Grupo: Cidades e territórios, Meio Ambiente, Política e Participação.
4° Grupo: Trabalho, Tempo livre.




Já a I Conferência Estadual de Juventude de Goiás acontecerá, neste fim de semana (29/03 e 30/03), com abertura na Câmara Municipal de Goiânia e continuação das atividades no Colégio Estadual Lyceu de Goiânia.



Veja a programação da Conferência Estadual no link: http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=1859&Itemid=2

Mais Informações:

Conferência Municipal: (62) 8151-2044/ carlitocaffe@gmail.com

Conferência Estadual: ulissesamsa@uol.com.br

23 março 2008

Projeto Formando COM-VIDAS em Goiás

Um momento descontraído e de grande alegria aconteceu entre os dias 18 e 21 de dezembro de 2007, no Colégio Agenor Cardoso Oliveira, em Goiânia, o Seminário de Facilitação das Com- Vidas (Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vidas nas escolas). Este evento promovido pela Secretaria Executiva do CJ-GO teve como finalidade capacitar os facilitadores do projeto, além de socializar as metodologias das Oficinas de Educação Ambiental, Organização Social em Rede e Fortalecimento Organizacional.

Outra oficina de grande destaque foi a Oficina do Futuro, marcada por discussões calorosas em que todos contribuíram com sonhos em relação ao movimento. Na reunião do Conselho Consultivo Estadual, que aconteceu também neste evento, os Coletivos Jovens Locais trocaram experiências e expuseram suas angustias e expectativas em relação ao projeto, aproveitando a mesma ocasião para planejar coletivamente o plano de ação estadual do CJ-GO para 2008.

O Projeto é fruto de uma parceria do CJ-GO com o Ministério da Educação (MEC) e da UNICAMP. Com apoios da Superintendência do Ibama em Goiás e da Secretaria Estadual da Educação.
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*A COM-VIDA é uma nova forma de organização na escola e baseia-se na participação de estudantes, professores, funcionários, diretores e da comunidade. Tem como principal papel construir a Agenda 21 na Escola, contribuindo assim para um dia-a-dia participativo, democrático, animado e saudável, promovendo o intercâmbio entre a escola e a comunidade.